A internet é uma boa forma de passar o tempo mas não é a única forma de passar a vida

18.1.21

Covid-19 - Casa vs Hospital

Quando compramos uma casa temos sempre em conta o nosso agregado familiar e, se possível, para mais uma visita ou duas que possa ocorrer ocasionalmente.

De repente cai-nos em cima dezenas de familiares e amigos. A casa não comporta essa gente toda. Alguém tem que ficar na rua ou em casa de outros familiares, porque a nossa casa não 'estica'.

O mesmo se passa com os nossos hospitais.

As pessoas não têm cuidado. Precisam de um capataz para os manter na ordem. Andam em grupos sem máscara, não têm noção dos perigos desta pandemia. Acontece sempre tudo aos outros e afinal não passa de uma gripezinha como dizem os negacionistas.

... E a 'casa' fica pequena e, alguém vai sofrer com isso.

"Os hospitais estão à beira da rutura e médicos pedem que se mostre o que se vive nas urgências para as pessoas mudarem o seu comportamento."

Mas o comportamento não muda e até está um lindo dia de sol... Exceto para aqueles que, no corredor da morte, esperam pela sua vez.

... E à falta de argumentos válidos, a culpa é sempre do governo.

(clicar na imagem)

1.1.21

Morreu Carlos do Carmo

Carlos do Carmo figura incontornável do fado, deixou-nos esta manhã com 81 anos vítima de aneurisma na aorta.

Em 1970 em Luanda comprei um LP dele, com temas que passam gerações: Gaivota, Bairro Alto, Não se morre de saudade...

À família, amigos e fãs deste fadista, as minhas condolências.

18.4.20

Retalhos da vida...

Filhos únicos

Não há dor maior que a morte de um filh@ seja únic@ ou não. É contranatura os filhos irem antes dos pais. Mas, infelizmente, acontece e muito. Se é únic@ a dor é maior pois vai de vez sangue do seu sangue e nada mais lhe resta.

Há muito tempo que já não o via. Trabalhara comigo na mecanização nos CTT e, como acontece muitas vezes, vão para outros departamentos e perdemos-lhes o rasto.

Um dia aparece. Trazia pela mão um pimpolho. Como tinha casado tarde perguntei-lhe se era o neto. Não, era filho!

Então contou-me a história da vinda daquele filho tão 'tardio'. O casal tinha uma filha já com 12 anos. A pequena um dia falou com os pais e disse-lhes: «Vocês já viram se um dia me 'faltarem' não tenho mais ninguém? Quando vão à terra, é uma alegria o reencontro com os vosso irmãos. Passamos ali dias felizes em convívio. Eu não terei essa sorte, pois não tenho um irmão para poder abraçar.»

Os pais pensaram nas palavras da filha e, meses depois, nascia o menino.

foto: eu com o meu neto

2.4.20

Quarentena

Hoje entrei no 15° dia e último sem fazer a barba, nem no tempo da tropa e no mato estive tanto tempo.

Procurei nestes dias cumprir zelosamente o estado de emergência decretado pelo governo. Treinei sempre só (não custou nada pois há quase 30 anos de corridas que o faço), estive sempre à distância considerada segura, o que num supermercado é muito difícil, e não foi por mim que alguém tenha sido infectado.

O estado de emergência vai continuar, vai continuar por causa daqueles que não tiveram em conta a potencialidade mortal deste vírus, e agora com mais restrições à liberdade individual de cada um de nós.

Amanhã esta barba vai abaixo, que o vírus vá também o mais rapidamente possível, mas isso só depende da nossa conduta futura.