O sorriso é uma arte
Que ilumina o coração
É uma forma de expressar
A alegria e a emoção
O sorriso é um presente
Que contagia quem vê
É uma maneira de dizer
Que a vida vale a pena viver
O sorriso é uma força
Que supera a dor e o medo
É uma fonte de esperança
Que renova o nosso enredo
O sorriso é uma magia
Que transforma o nosso olhar
É uma ponte de harmonia
Que nos ajuda a nos conectar
O sorriso é uma arte
Que quero sempre praticar
É uma forma de expressar
O que do meu rosto faz parte.
19.6.23
17.6.23
Noite Suave
Noite suave, noite de paz
No céu brilham as estrelas
No silêncio ouço a tua voz
Que me acalma e me consola
Noite suave, noite de amor
No teu abraço me aconchego
No teu olhar vejo o fulgor
Que me ilumina e me protege
Noite suave, noite de sonho
No teu sorriso encontro alegria
No teu beijo sinto o desejo
Que me envolve e me contagia
No céu brilham as estrelas
No silêncio ouço a tua voz
Que me acalma e me consola
Noite suave, noite de amor
No teu abraço me aconchego
No teu olhar vejo o fulgor
Que me ilumina e me protege
Noite suave, noite de sonho
No teu sorriso encontro alegria
No teu beijo sinto o desejo
Que me envolve e me contagia
7.12.21
Olhos
Olhos
O que são olhos
Senão para te ver
Olhos
O que são olhos
Senão para te querer
Olhos
O que são olhos
Senão para te amar
Olhos
O que são olhos
Senão para olhar
Olhar os olhos teus
E sentir que são olhos meus
O que são olhos
Senão para te ver
Olhos
O que são olhos
Senão para te querer
Olhos
O que são olhos
Senão para te amar
Olhos
O que são olhos
Senão para olhar
Olhar os olhos teus
E sentir que são olhos meus
10.5.21
"Todos nascemos filhos, ninguém nasce pai"
Ser pai é uma aprendizagem que a vida nos dá. Quando nos nasce o primeiro filh@, somos desajeitados. Mas com o tempo sabemos pegar naquele ser inocente que não pediu para nascer (assim como todos nós), mas sem a raça humana a Terra não teria razão de existir. Somos os únicos que temos a noção do Universo que nos rodeia.
Antigamente o pai era cabeça de casal, aquele que sustentava a casa. A mulher era quase sempre doméstica. Não havia tempo para o pai ser pai. A necessidade, quando a prole era imensa (pobre que é pobre tem sempre muitos filhos), era dos rebentos ainda muito novos, pegarem na enxada, levar o gado para a pastagem ou começar muito novo a trabalhar numa oficina, moço de recado, marçano, engraxador e, assim, ajudava com o seu pecúlio, que nada faltasse em casa.
Eram crianças sem tempo para o serem. Os pais faziam o que podiam, mas a criança nunca entende porque é que tinha que trabalhar tão novo até um dia ser pai também.
Um pobre raramente chega a rico. E aquilo que o pai lhe fazia, ele, por força das circunstâncias, faz o mesmo aos filhos. Mas nem todos assim procedem. Outros tentam a todo o custo, que os filhos não passem por aquilo que ele passou.
Mas isso tem um inconveniente, quase sempre passa ao lado da vida dos filhos, um dia olha e vê os filhos e filhas já homens e mulheres feitas.
Passou a vida a dar o que podia menos aquilo que realmente podia dar, atenção!
Não teve tempo para isso!
O meu pai
Antigamente o pai era cabeça de casal, aquele que sustentava a casa. A mulher era quase sempre doméstica. Não havia tempo para o pai ser pai. A necessidade, quando a prole era imensa (pobre que é pobre tem sempre muitos filhos), era dos rebentos ainda muito novos, pegarem na enxada, levar o gado para a pastagem ou começar muito novo a trabalhar numa oficina, moço de recado, marçano, engraxador e, assim, ajudava com o seu pecúlio, que nada faltasse em casa.
Eram crianças sem tempo para o serem. Os pais faziam o que podiam, mas a criança nunca entende porque é que tinha que trabalhar tão novo até um dia ser pai também.
Um pobre raramente chega a rico. E aquilo que o pai lhe fazia, ele, por força das circunstâncias, faz o mesmo aos filhos. Mas nem todos assim procedem. Outros tentam a todo o custo, que os filhos não passem por aquilo que ele passou.
Mas isso tem um inconveniente, quase sempre passa ao lado da vida dos filhos, um dia olha e vê os filhos e filhas já homens e mulheres feitas.
Passou a vida a dar o que podia menos aquilo que realmente podia dar, atenção!
Não teve tempo para isso!
O meu pai
31.3.21
Homero Serpa
O jornalista que foi treinador.
Estou a ver o 'Suíça vs Portugal' em Sub-21 e 'fartei-me' de ouvir os comentários do comentador que não sei quem é, na RTP1. O homem era só palpites, os extremos deviam jogar assim, os avançados 'assado', os médios 'cozido' e vi-me a dizer uma frase que ficou célebre: ¿Por qué no te callas? .
Como não se calava pensei baixar o som, mas assim faltava a emoção do pontapé na bola (agora sem público, é um sossego, 'ouve-se' a bola). Mudei para uma outra estação, é em inglês, que não percebo, mas ao menos há algum silêncio.
E lembrei-me de Homero Serpa jornalista do jornal "A Bola" que foi treinador do Belenenses (juntamente com Félix Mourinho, guarda-redes do clube e pai do Mourinho treinador), seu clube de sempre na época 70/71.
O treinador inicial era Joaquim Meirim, que antes de começar o campeonato, disse que podiam encomendar as faixas que o vencedor estava encontrado e claro que era o Belenenses.
Mas uma coisa é o que se diz e a arrogância saiu-lhe cara. O Belenenses de derrota em derrota, aproximava-se rapidamente do abismo. Meirim fora, e Homero Serpa, um jornalista de gabarito, com o Félix Mourinho, salvou o Belenenses.
E porquê tudo isto? É que todos nós somos 'treinadores de bancada' e há quem o seja na locução.
Homero Serpa tinha uma virtude, não se ouvia a não ser os seus bons escritos num jornal que foi referência no desporto nacional... "A Bola".
Grande Homero!
Estou a ver o 'Suíça vs Portugal' em Sub-21 e 'fartei-me' de ouvir os comentários do comentador que não sei quem é, na RTP1. O homem era só palpites, os extremos deviam jogar assim, os avançados 'assado', os médios 'cozido' e vi-me a dizer uma frase que ficou célebre: ¿Por qué no te callas? .
Como não se calava pensei baixar o som, mas assim faltava a emoção do pontapé na bola (agora sem público, é um sossego, 'ouve-se' a bola). Mudei para uma outra estação, é em inglês, que não percebo, mas ao menos há algum silêncio.
E lembrei-me de Homero Serpa jornalista do jornal "A Bola" que foi treinador do Belenenses (juntamente com Félix Mourinho, guarda-redes do clube e pai do Mourinho treinador), seu clube de sempre na época 70/71.
O treinador inicial era Joaquim Meirim, que antes de começar o campeonato, disse que podiam encomendar as faixas que o vencedor estava encontrado e claro que era o Belenenses.
Mas uma coisa é o que se diz e a arrogância saiu-lhe cara. O Belenenses de derrota em derrota, aproximava-se rapidamente do abismo. Meirim fora, e Homero Serpa, um jornalista de gabarito, com o Félix Mourinho, salvou o Belenenses.
E porquê tudo isto? É que todos nós somos 'treinadores de bancada' e há quem o seja na locução.
Homero Serpa tinha uma virtude, não se ouvia a não ser os seus bons escritos num jornal que foi referência no desporto nacional... "A Bola".
Grande Homero!
22.3.21
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