14 de novembro de 2016
Máquina: Panasonic
Modelo: DMC-FZ72
Exposição: 1/125 sec
Exposição (EV+/-): 0 step
Abertura: f/5.9
ISO: 320
Dist.Focal: 215mm
Dist.Focal (35mm): 2400 mm
14.11.16
3.3.16
Haxixe?
Os passos encaminham-nos para o Terreiro do Paço. Lisboa sempre com o seu encanto, sempre bela. O bulício não é o do costume. Talvez por ser domingo e ainda cedo para os lisboetas andarem a calcorrear as ruas da cidade, amantes do fado vadio e do deitar tardio. Mas os turistas proliferavam, olhando para a cidade com outros olhos que não os nossos.
Um sujeito aproxima-se e em surdina, abrindo ligeiramente a mão pergunta: - Haxixe?!
Vi que era uma constante o assédio, não só oferecendo droga (que não é mais do que louro prensado)...
"Amigo estou ali hospedado nos Restauradores, vim de Coimbra à procura de emprego e precisava de uma ajuda para pagar o hotel pois já não tenho dinheiro" - pedia-me um outro que de mim se abeirou.
Antigamente pedia-se para pagar o transporte pois morava ali para os lados da Póvoa de Santo Adrião e não tinha dinheiro para a camioneta. Agora está-se mais fino e já pedem para pagar o hotel. Nada mau. Mudam-se os tempos, mudam-se as necessidades.
Óculos, extensores para telemóveis, tudo se procura vender ali. Os turistas sempre assediados e eu devia ter cara de turista pois mesmo junto ao Cais das Colunas, lá vem outro com a mão entreaberta e a pergunta sacra: - Haxixe?!
Não! Não necessito de haxixe. Necessito de respirar os ventos que me trazem os cheiros do Tejo, de abarcar o horizonte, onde gaivotas e barcos deslizam nas suas águas suaves, de olhar para o azul do céu, de sentir o pulsar de Lisboa.
... E ao som de Mozart, volto costas à cidade e digo... Até à próxima!
Um sujeito aproxima-se e em surdina, abrindo ligeiramente a mão pergunta: - Haxixe?!
Vi que era uma constante o assédio, não só oferecendo droga (que não é mais do que louro prensado)...
"Amigo estou ali hospedado nos Restauradores, vim de Coimbra à procura de emprego e precisava de uma ajuda para pagar o hotel pois já não tenho dinheiro" - pedia-me um outro que de mim se abeirou.
Antigamente pedia-se para pagar o transporte pois morava ali para os lados da Póvoa de Santo Adrião e não tinha dinheiro para a camioneta. Agora está-se mais fino e já pedem para pagar o hotel. Nada mau. Mudam-se os tempos, mudam-se as necessidades.
Óculos, extensores para telemóveis, tudo se procura vender ali. Os turistas sempre assediados e eu devia ter cara de turista pois mesmo junto ao Cais das Colunas, lá vem outro com a mão entreaberta e a pergunta sacra: - Haxixe?!
Não! Não necessito de haxixe. Necessito de respirar os ventos que me trazem os cheiros do Tejo, de abarcar o horizonte, onde gaivotas e barcos deslizam nas suas águas suaves, de olhar para o azul do céu, de sentir o pulsar de Lisboa.
... E ao som de Mozart, volto costas à cidade e digo... Até à próxima!
13.2.14
A morte de "Marius"
Contra tudo e todos, que pediam que isso não acontecesse, "Marius" morreu.
Desde 2002 que sou conhecido por Marius70 neste mundo do éter. Marius porque Mário eu sou e 70 porque foi a década que a minha vida mudou totalmente. Fui tropa, passei uma guerra civil onde vi muita gente morrer, comecei do zero num país (o nosso) que não conhecia, casei e nasceu a minha 1ª filha.
Marius foi o 1º dos romanos, sete vezes cônsul no Império que escrevo, o Império Romano.
Marius morreu. Foi lançado aos leões. Não aos leões da 2ª circular que esses mostram os dentes mas não mordem e que qualquer ventinho lhes cria temores como se o vento não derrubasse outras jaulas mais bem fortalecidas que um local muito de acordo com o que os romanos davam ao povoléu; pão e circo (daí o novo estádio do Santiago Bernarbéu ser concebido como o circo romano do tempo dos imperadores). Tudo se desmorona e o Coliseu de Roma é prova disso.
Marius morreu. Não este escriba que irá continuar a dar uma prosa, um verso, um pensamento, um pouco de si que possa permanecer durante uns tempos na memória de quem o conheceu.
Marius morreu. Morreu porque era parente de outros que eram parentes de si mesmos. A consanguinidade assim o exigiu e a morte aconteceu.
Marius era uma girafa. Este Marius nunca deveria ter existido. Por culpa do Homem nasceu, por culpa do Homem morreu. Quem não teve a culpa é que sofreu! Assim vai o mundo, sem fio nem pavio!
Marius morreu. Morreu lá para Copenhaga onde dizem que tem cabeças que pensam. Mas pensam pouco! Marius serviu de pasto a leões. Merecia melhor sorte!
A Morte de Marius

Desde 2002 que sou conhecido por Marius70 neste mundo do éter. Marius porque Mário eu sou e 70 porque foi a década que a minha vida mudou totalmente. Fui tropa, passei uma guerra civil onde vi muita gente morrer, comecei do zero num país (o nosso) que não conhecia, casei e nasceu a minha 1ª filha.
Marius foi o 1º dos romanos, sete vezes cônsul no Império que escrevo, o Império Romano.
Marius morreu. Foi lançado aos leões. Não aos leões da 2ª circular que esses mostram os dentes mas não mordem e que qualquer ventinho lhes cria temores como se o vento não derrubasse outras jaulas mais bem fortalecidas que um local muito de acordo com o que os romanos davam ao povoléu; pão e circo (daí o novo estádio do Santiago Bernarbéu ser concebido como o circo romano do tempo dos imperadores). Tudo se desmorona e o Coliseu de Roma é prova disso.
Marius morreu. Não este escriba que irá continuar a dar uma prosa, um verso, um pensamento, um pouco de si que possa permanecer durante uns tempos na memória de quem o conheceu.
Marius morreu. Morreu porque era parente de outros que eram parentes de si mesmos. A consanguinidade assim o exigiu e a morte aconteceu.
Marius era uma girafa. Este Marius nunca deveria ter existido. Por culpa do Homem nasceu, por culpa do Homem morreu. Quem não teve a culpa é que sofreu! Assim vai o mundo, sem fio nem pavio!
Marius morreu. Morreu lá para Copenhaga onde dizem que tem cabeças que pensam. Mas pensam pouco! Marius serviu de pasto a leões. Merecia melhor sorte!
A Morte de Marius

20.11.13
"Estamos lá"
500 anos depois lá vamos de novo
Embarcados em velas de esperança
Não para descobrir um novo povo
Não para descobrir um novo sol,
Navegando em mar de bonança
Vamos ao mundial de futebol.
Custou, foi sofrido mas lá se conseguiu
E em terras de Pelé, Jairzinho e Rivaldo
Vamos jogar como na Suécia se viu
Com muita garra e um querer profundo
E com a magia de Cristiano Ronaldo
Vamos ser campeões do mundo!
Mário Lima
Lisboa, 20nov2013
Embarcados em velas de esperança
Não para descobrir um novo povo
Não para descobrir um novo sol,
Navegando em mar de bonança
Vamos ao mundial de futebol.
Custou, foi sofrido mas lá se conseguiu
E em terras de Pelé, Jairzinho e Rivaldo
Vamos jogar como na Suécia se viu
Com muita garra e um querer profundo
E com a magia de Cristiano Ronaldo
Vamos ser campeões do mundo!
Mário Lima
Lisboa, 20nov2013
16.8.13
A "Árvore Mágica"
Respeito todos os credos e religiões. Sou cristão mas não fundamentalista, sou como sou e como o digo "Eu não sou deste mundo, Só passei por aqui".
Numa 4ª feira quando passeava num pinhal onde costumo ir, ouvi gritos e altas vozes femininas. Vou em direção ao barulho e vejo 3 mulheres com crianças junto a uma árvore, naquela gritaria. Ora falavam alto, ora gritavam e uma delas com uma criança ao colo.

Não estavam zangadas umas com as outras mas sim nalguma sessão espírita. Continuei e procurei não passar mais por ali embora aquilo ecoasse pelo pinhal. No mesmo dia mas uma semana depois, de novo gritos e vozes em som bastante alto. Na mesma árvore mas desta vez só duas mulheres. Andavam de um lado para o outro gesticulando, e ouvia as vozes clamando pelos espíritos e em Jesus de permeio.
Confesso que me arrepiei. Já há muito tempo que não ouvia isto e, naquele momento, regressei ao passado, ao meu passado em África. Reparei que circulavam em torno de uma árvore centralizada num ermo.
Fui lá dias passados. Tentei ver se algo a diferenciava das árvores em redor. Nada! Era uma árvore igual a tantas outras. O que a diferenciava é que se podia andar à sua volta sem problemas. Lembrei-me que nos tempos idos a árvore era o símbolo dos druidas (de origem celta).
Segundo alguns a designação de druida deriva de dru-wid-s, formado pela junção de deru (carvalho) e wid (raiz indo-europeia que significa saber). Assim, druida significaria aquele(a) que tem o conhecimento do carvalho (podemos aqui colocar um sorrisinho daqueles que nos afloram por podermos utilizar por analogia, um outro termo mais jocoso que não o original).
Os druidas foram perseguidos não só pelo Império Romano que até os aceitava inicialmente, mas também pela Igreja Católica que pode ter dado origem ao seu desaparecimento, mas nunca acreditando pois haverá decerto núcleos druidas que se movem na sombra nos tempos de hoje. O carvalho, por ser uma das mais antigas e destacadas árvores de uma floresta, representa simbolicamente todas as demais. Ou seja, quem tem o conhecimento do carvalho possui o saber de todas as árvores.
Se é essa razão ou não porque se pratica ali naquele ermo o “voodoo” referido não o sei. Sei, é que pousei a minha mão na árvore para ver se sentia alguma elevação espiritual o que não sucedeu. Se calhar por falta de fé a tal que move montanhas e que basta acreditar, que até uma pedra, ou neste caso uma árvore, pode ser a cura para muitos males.
Nesse dia não vi as ditas mulheres mas vi um atleta a aproveitar aquele espaço, para ir saltando à corda num vigoroso exercício depois de ter já passado por mim, anteriormente, em corrida. Talvez a sombra da "árvore mágica”, lhe tenha dado ânimo para satisfação do corpo e da mente (mens sana in corpore sano) que não da alma.
Fonte: wikipédia
Numa 4ª feira quando passeava num pinhal onde costumo ir, ouvi gritos e altas vozes femininas. Vou em direção ao barulho e vejo 3 mulheres com crianças junto a uma árvore, naquela gritaria. Ora falavam alto, ora gritavam e uma delas com uma criança ao colo.

Não estavam zangadas umas com as outras mas sim nalguma sessão espírita. Continuei e procurei não passar mais por ali embora aquilo ecoasse pelo pinhal. No mesmo dia mas uma semana depois, de novo gritos e vozes em som bastante alto. Na mesma árvore mas desta vez só duas mulheres. Andavam de um lado para o outro gesticulando, e ouvia as vozes clamando pelos espíritos e em Jesus de permeio.
Confesso que me arrepiei. Já há muito tempo que não ouvia isto e, naquele momento, regressei ao passado, ao meu passado em África. Reparei que circulavam em torno de uma árvore centralizada num ermo.
Fui lá dias passados. Tentei ver se algo a diferenciava das árvores em redor. Nada! Era uma árvore igual a tantas outras. O que a diferenciava é que se podia andar à sua volta sem problemas. Lembrei-me que nos tempos idos a árvore era o símbolo dos druidas (de origem celta).
Segundo alguns a designação de druida deriva de dru-wid-s, formado pela junção de deru (carvalho) e wid (raiz indo-europeia que significa saber). Assim, druida significaria aquele(a) que tem o conhecimento do carvalho (podemos aqui colocar um sorrisinho daqueles que nos afloram por podermos utilizar por analogia, um outro termo mais jocoso que não o original).
Os druidas foram perseguidos não só pelo Império Romano que até os aceitava inicialmente, mas também pela Igreja Católica que pode ter dado origem ao seu desaparecimento, mas nunca acreditando pois haverá decerto núcleos druidas que se movem na sombra nos tempos de hoje. O carvalho, por ser uma das mais antigas e destacadas árvores de uma floresta, representa simbolicamente todas as demais. Ou seja, quem tem o conhecimento do carvalho possui o saber de todas as árvores.
Se é essa razão ou não porque se pratica ali naquele ermo o “voodoo” referido não o sei. Sei, é que pousei a minha mão na árvore para ver se sentia alguma elevação espiritual o que não sucedeu. Se calhar por falta de fé a tal que move montanhas e que basta acreditar, que até uma pedra, ou neste caso uma árvore, pode ser a cura para muitos males.
Nesse dia não vi as ditas mulheres mas vi um atleta a aproveitar aquele espaço, para ir saltando à corda num vigoroso exercício depois de ter já passado por mim, anteriormente, em corrida. Talvez a sombra da "árvore mágica”, lhe tenha dado ânimo para satisfação do corpo e da mente (mens sana in corpore sano) que não da alma.
Fonte: wikipédia
11.10.12
Pelo que Somos!
Na escadaria da Vida, o Homem deveria subir por aquilo que é e pelo que faz e não pelas amizades que tem
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